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terça-feira, 31 de março de 2015

Antologia do Medo


O gênero fantástico há tempos não se limita somente aos filmes e livros sendo levado também para as telas das televisões por meio de séries das quais atualmente é difícil achar um exemplar que prenda o espectador até o fim ou não pareça ter uma trama exagerada e arrastada. No ano de 2008 surgiu uma parceria da NBC com a Lionsgate e com a IE Indy TV para a preparação de um projeto de uma série intitulada Fear Itself que no Brasil recebeu o título Antologia do Medo.
Exibida pela NBC e gravada em Edmonton, Canadá. Fear Itself tem um estilo parecido com o de séries como Além da Imaginação (The Twilight Zone) e A Quinta Dimensão (The Outer Limits), cada episódio conta com uma história fechada e independente entre si com personagens diferentes, escritas e dirigidas por profissionais de destaques em filmes e séries do gênero terror, como Steve Niles, Ronny Yu, entre outros. Os créditos pela criação da série são de Mick Garris (Masters Of Horror, Masters Of Science Fiction). Os vencedores do Emmy, Keith Addis e Andrew Deane (Masters Of Horror) são produtores executivos.


Eu soube dessa série por meio do canal de TV paga, Space que na época iria exibi-la junto com Kingdom Hospital. A música que tocava durante os comerciais e era o tema de abertura da série ficou na minha cabeça por dias e foi o que me levou a conferir a mesma, no tempo em que Fear Itself foi exibida eu precisei insistir muito com minha mãe para assistir já que estudava no período da manhã, precisava acordar cedo e a série seria exibida de madrugada depois que consegui assistir um episódio que lembro ter sido o segundo chamado In Health and In Sickness simplesmente amei a idéia da série e percebi estar obcecada em assistir todos os episódios cuja abertura era embalada pela música Lie, Lie, Lie do Serj Tankian.


Cada episódio é uma verdadeira obra de arte, as histórias contadas tem inicio, meio e fim perfeitos que contam com reviravoltas capazes de mexer com a cabeça do espectador por mostrarem que nada é o que parece. Lembro como fiquei surpresa com as reviravoltas dos episódios: New Year's Day e In Health and In Sickness. Infelizmente Fear Itself teve apenas 13 episódios antes de ser cancelada, eu sou do grupo de pessoas que anseia que de alguma forma ocorra uma segunda temporada mesmo sabendo que isso é improvável.
Apesar de amar a série admito que algumas histórias, soluções tidas por personagens e alguns finais são clichês assim como fracos, também não vou esconder que existem furos nas histórias, mas o produto apresentado é tão envolvente que fica difícil prestar atenção nessas pequenas coisas.


Eu pessoalmente aprovo totalmente essa série, mas como meu gosto pode ser duvidoso em alguns momentos já que costumo gostar de coisas que outras pessoas consideram ruins, aconselho que pelo menos uma conferida em um dos episódios da série seja feita e sem medo já que como cada episódio conta com tramas separadas umas das outras isso não irá te influenciar em assistir só para saber o que acontece com X personagem.
Fear Itself vale a pena mesmo tendo 13 episódios e consegue ser única entre a demanda de séries cheias de terror gráfico, histórias fracas e arrastadas, sangue e monstros totalmente feitos em CGI por ter algo que realmente importa e prende um espectador: história.



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domingo, 1 de março de 2015

Carrie, A Estranha (2013)

A atualizada versão de um clássico transformada em um filme besta para adolescentes.



Todos conhecem Stephen King por seus maravilhosos contos que envolvem o sobrenatural, diversos contos e histórias de King já foram adaptadas para o cinema, mas até hoje nenhum teve tantas versões quanto sua maravilhosa história, Carrie, que vou morrer sem entender o motivo de no Brasil ter o subtítulo, A Estranha. A primeira adaptação cinematográfica de Carrie foi realizada por Brian De Palma em 1976, em 2002, Carrie ganhou uma nova versão dessa vez voltada para a televisão e em 2013 foi anunciada uma nova versão para Carrie contando com a atriz Chloe Grace Moretz no papel principal.
O novo Carrie teve sua data de estreia alterada e um evento de "Primeiras impressões" onde foi apresentado para algumas pessoas antes da data de lançamento. A critica recebeu o filme com opiniões mistas/médias.


Em Carrie, é apresentada a vida de Carrie White (Chloe Grace Moretz) uma adolescente excluída, tímida, problemática e atormentada pelos colegas da escola que nunca compreenderam seu estranho comportamento e sua aparência. Além de super protegida e sofrer maus tratos em casa da mãe, Margaret White (Julianne Moore) que é profundamente religiosa, e que à impede de levar uma vida normal como as outras garotas de sua idade. Mas Carrie guarda um grande segredo, quando ela está por perto, objetos voam, portas são trancadas ao sabor do nada, velas se apagam e voltam a iluminar, misteriosamente. Durante o baile de formatura todos irão temer o seu poder após uma brincadeira de mau gosto e acabam vendo seu lado demoníaco.


Quando se trata desse filme de 2013 é difícil para mim saber por onde começar a falar sobre o mesmo então acabo sempre escolhendo o mais óbvio: a história. O novo Carrie nada mais parece do que uma repaginada do filme de 76, digo repaginada por causa da inserção de elementos atuais como tecnologia, pois de resto é apenas a mesma história novamente com uma atriz diferente no papel principal. No filme de 76, a atriz Sissy Spacek interpreta uma Carrie pela qual você simpatiza e se importa. No filme para televisão de 2002, a atriz Angela Bettis interpreta uma Carrie cuja exclusão resulta em uma esquisitice amigável logo não sobra nada para ser mostrado por Chloe Moretz assim ela entrega uma interpretação de Carrie que por não mostrar nada envolvente acaba sendo desagradável.
Ao meu ver todo o peso do filme caiu nos ombros de Julianne Moore com sua interpretação de Margaret White sendo tão belíssima quanto a de Piper Laurie no filme de 76, de fato todo o filme parece arrastado quando Julianne não está em cena já que os personagens parecem serem apenas coadjuvantes na história de Carrie que domina seus poderes aos poucos durante o filme, o que leva muitos a compararem a mesma com uma dos mutantes dos filmes/quadrinhos dos X-men.


A cena do baile consegue ser uma das piores partes do filme que já não é bom, pois os efeitos durante os 100 minutos de duração são tão gritantes na tela que chegam a incomodar e nem mesmo dá para ficar feliz pela vingança da pequena X-men. O Blu-ray de Carrie apresenta um final alternativo e algumas cenas deletadas que não fazem muita diferença no produto final. Sobre esse final alternativo, ele foi apresentado quando o filme estreou no canal pago Telecine como uma cena pós-crédito, o mesmo aconteceu em algumas sessões de alguns cinemas onde o suposto final alternativo apareceu após os créditos finais.
No todo, o filme de 2013 é um remake desnecessário que deixa uma sensação desagradável naqueles que o assistem seja esperando um filme de terror ou mesmo esperando uma adaptação mais fiel ao livro, quem sabe uma homenagem ao filme de 76 do qual suga tantas coisas. Por mim todo aquele que puder passar longe de Carrie deve fazê-lo sem medo, pois aja paciência para aguentar toda a projeção de Chloe Moretz parecendo uma garota descobrindo poderes e anulando todo o peso da história.



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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Jessabelle - O Passado Nunca Dorme


"O que você quer de mim?"



Ah, o que seria do gênero Terror sem filmes sobre espíritos/fantasmas... Apesar de atualmente essa já ser uma temática batida, Hollywood sempre aposta nela mesmo que assim acabe lançando diversos filmes ruins, poucos bons e muitas refilmagens. Em 2014, foi lançado o filme Jessabelle, Jessabelle - O Passado Nunca Morre no Brasil, dirigido por Kevin Greutert e mais um entre tantos filmes descartáveis que falam sobre espíritos em busca de algo.


Em Jessabelle, após sofrer um acidente automobilistico, Jessie (Sarah Snook) é forçada a retornar para a casa do pai (David Andrews), onde tenta lidar com suas pernas imobilizadas devido ao acidente. Ela ainda terá de enfrentar a fúria de um espírito, chamado Jessabelle (Amber Stevens), que pode ter ligação com as circunstâncias misteriosas de seu nascimento.


Foi por não ter o que fazer que assisti Jessabelle e não gostei do filme, talvez uma segunda conferida mude minha opinião o que creio que seja difícil já que tudo no filme me desagradou. Começando pela personagem principal (?) Jessie que me parece tão sem graça que não consegui simpatizar por ela em momento algum assim como o espírito Jessabelle que com todas aquelas caretas e grunhidos só me deu vontade de deixar o filme de lado! De todos os personagens do filme, o que mais simpatizei foi Preston e cheguei a ficar com pena do personagem em determinada cena do filme afinal vá ser tão dedicado e ingênuo assim no além! Tirando que assim que Preston aparece todo o peso do desenrolar do filme ficar por conta dele.
Enquanto assistia Jessabelle lembrei bastante do filme The Skeleton Key, A Chave Mestra no Brasil, até mesmo daria detalhes sobre os motivos que me fizeram lembrar desse filme, mas assim estaria entregando parte do fraco enredo de Jessabelle que é vendido como um filme do produtor de The Purge, Uma Noite de Crime no Brasil, e Insidious, Sobrenatural no Brasil, coisa que serve apenas para chamar atenção para esse filme péssimo.


Acho interessante que eu considere o já citado The Skeleton Key um filme razoável enquanto que Jessabelle foi como um soco no estômago para mim, mesmo que ambos tenham uma pequena semelhança em suas histórias. Para mim, Jessabelle foi como ficar ansiosa por aquela refeição que parece tão bonita e apetitosa, mas quando se come o gosto é horrível.
Não vou desmerecer quem gostar desse filme afinal o que não é bom aos meus olhos, pode ser bom aos olhos de outros, mas sugiro total distância de Jessabelle cujo enredo é fraco e as soluções tão previsíveis que não existem surpresas assim como o final fácil de se prever. Havia bastante potencial na história e se fosse abordada de outra maneira tinha grandes chances de dar um bom filme, mas o resultado é tão decepcionante que deixa aquela sensação ruim de ter perdido tempo quando os créditos finais aparecem na tela depois de 90 minutos arrastados.


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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

O Iluminado


"O que há no quarto 237?"



As adaptações de livros sejam infantis, juvenis ou adultos nem sempre agradam principalmente quando os livros em questão são do escritor Stephen King, são poucas as adaptações de obras do mesmo que agradaram ao público. Em 1980, o diretor Stanley Kubrick produziu e também dirigiu The Shining, O Iluminado no Brasil, um filme de terror psicológico baseado no romance de mesmo nome escrito por Stephen King.


No filme, Jack Torrance, um escritor e alcoólatra em recuperação, aceita um emprego como zelador fora de época de um hotel isolado chamado Hotel Overlook. Seu filho, Danny, possui habilidades psíquicas e é capaz de ver coisas do passado e do futuro, como os fantasmas que habitam o hotel. Logo depois de se instalarem, a família fica presa no hotel por uma tempestade de neve e Jack torna-se gradualmente influenciado por uma presença sobrenatural.


O Iluminado é tido como um filme cult e um clássico do gênero terror. A resposta inicial ao filme tinha sido mista, a avaliação posterior da crítica ficou mais favorável o que favoreceu o filme a ser classificado como um dos maiores filmes de terror, enquanto alguns o consideram um dos melhores filmes de todos os tempos. O Iluminado foi lançado como um filme de mercado de massa ao contrário de outros filmes de Kubrick, que haviam desenvolvido gradualmente uma audiência construída pela interpretação do diretor.
O lançamento europeu inicial de O Iluminado era de 25 minutos mais curto que a versão estadunidense, conseguido através da remoção da maioria das cenas que aconteceram fora dos arredores do hotel.


Existem mudanças significativas entre o livro e o filme, mas como não li completamente o livro não posso falar sobre elas com certeza, uma das mudanças que sei que foi realizada é o labirinto que não existe no livro, mas não sei se essa mudança foi significativa.
Foi lançado em 2012 um documentário chamado Room 237 que reúne diversas teorias sobre "pistas" e mensagens subliminares escondidas no filme por Kubrick, mensagens essas que aludiriam a temáticas diversas como Holocausto e Genocídio. Os clipes das músicas The Kill da banda 30 Seconds To Mars e Spit It Out da banda Slipknot são inspirados no filme.


Não tenho uma opinião certa sobre O Iluminado porque todas as vezes em que o assisti ou tentei assistir, o fiz sem qualquer interesse logo os 146 minutos de filme me pareceram tão longos e arrastados que até hoje julgo o filme como chato e superestimado assim como não vejo nada tão impactante na cena das gêmeas. Comprei o DVD na esperança de que superasse minha falta de interesse no filme por causa das experiências ruins ao tentar assisti-lo para enfim ter uma opinião certa sobre o mesmo, mas continuo enrolando para dar uma nova conferida neste.
O Iluminado merece sim ser conferido ainda que eu ache assistir Os Padrinhos Mágicos mais interessante, se pretende assisti-lo, não faça como eu! Reserve um tempo, pegue um lanchinho e tenha interesse ou acabará detestando o filme.


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