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sexta-feira, 27 de março de 2015

Drácula de Bram Stoker


Os filmes que adaptam contos de terror para as telas são diversos e passam desde eventos sobrenaturais até criaturas monstruosas dentre as quais os tidos como monstros clássicos do cinema estão sempre em destaque sendo eles: A Múmia, Frankenstein, O Lobisomem, O Médico e o Monstro ou Dr. Jekyll e Mr. Hyde, e o mais famoso de todos, o vampiro Drácula. Dos diversos filmes que contam a história de Drácula um dos mais famosos é o filme dirigido por Francis Ford Coppola que foi lançado em 1992, Bram Stoker's Dracula, no Brasil, Drácula de Bram Stoker, baseado na obra literária do escritor irlandês, Bram Stoker.


Em Drácula de Bram Stoker, no século XV, um líder e guerreiro dos Cárpatos renega a Igreja quando esta se recusa a enterrar em solo sagrado a mulher que amava, pois ela se matou acreditando que ele estava morto. Assim, perambula através dos séculos como um morto-vivo e, ao contratar um advogado, descobre que a noiva deste é a reencarnação da sua amada. Deste modo, o deixa preso com suas "noivas" e vai para Londres da Inglaterra vitoriana, no intuito de encontrar a mulher que sempre amou através dos séculos.


Lembro que era bem criança quando esse filme era exibido nas noites e madrugadas da TV aberta, eu ficava com medo só de ver algumas cenas no comercial assim como acontecia com alguns outros filmes do gênero fantástico quando por fim entrei na adolescência minha curiosidade por esse filme falou mais alto me fazendo finalmente conferí-lo. Eu simplesmente fiquei encantada com a história do filme!
Vale lembrar que Drácula de Bram Stoker foi recebido com críticas mistas e teve diferenças quando comparado com o livro no qual foi baseado assim como foi indicado ao Oscar e ganhou nas categorias de melhor figurino, melhores efeitos sonoros e melhor maquiagem. O filme originalmente seria lançado somente para televisão similar com o que aconteceu com o filme de 2002, Carrie - A Estranha. Depois que Coppola leu o roteiro, ele decidiu assumir a direção do filme em seguida veio a decisão de lançá-lo no cinema.


Tudo em Drácula de Bram Stoker é envolvente e chamativo, as atuações são maravilhosas e mesmo com as alterações em relação ao livro assim como os furos de roteiro, o filme continua sendo capaz de agradar e prender a atenção do espectador até o fim dos 128 minutos de duração. Nada me agrada mais do que a cena inicial em que vemos Vlad se revoltar pela perda de seu grande amor e uma bela curiosidade envolvendo essa cena é que o grito do principe Vlad após cortar a cruz com sua espada não é de Gary Oldman, nesta cena em especial a voz de Oldman foi dublada pela de Lux Interior, vocalista da banda punk The Cramps.
Dentre as cenas deletadas e descartadas do filme está uma em que Mina seduzia Van Helsing, seria interessante ver essa cena como parte do filme, não?
Ao meu ver todos deveriam conferir Drácula de Bram Stoker pelo menos uma vez na vida para maravilhar-se com essa obra, pois mesmo odiando alguns pontos do filme, é impossível não admitir que ele tem uma razão para ser tido como um cult.





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Tucker e Dale contra o Mal


Até mesmo os filmes do Terrir, tido por alguns como gênero, sendo na verdade uma mistura de comédia e terror tem sofrido com os diversos exemplares ruins cheios de clichês, soluções fáceis e atuações sofríveis o que apenas aumenta os olhares ruins para esse "gênero". Em 2010, foi lançado o filme Tucker and Dale vs Evil que no Brasil ganhou o título de Tucker e Dale contra o Mal. Esse é um dos poucos e belos exemplos atuais dentro desse gênero.


Em Tucker e Dale, somos inicialmente apresentados aos amigos Tucker (Alan Tudyk) e Dale (Tyler Labine) que estão de férias em sua cabana em ruínas na montanha quando são atacados por um grupo de estudantes que os confundem com assassinos seriais. Agora as férias desses dois que deveria ser apenas com cerveja, pescaria e bons momentos se transforma numa perseguição sangrenta.


Foi por acaso que enquanto assistia videos no Youtube acabei me deparando com o trailer desse filme que na mesma hora chamou minha atenção e se tem algo que o trailer de Tucker e Dale promete é sangue. Muito sangue. Além de uma história sem pé nem cabeça, mas não deixe que isso te afaste do filme, pois é exatamente a história sem sentido que traz charme ao filme canadense. Eu admito que demorei a assistir esse filme justamente por ter me deixado levar pela premissa de que ele seria cheio de sangue e terror gráfico, mas quando assisti não me arrependi nem um pouco ao final da projeção e ainda quis assistir novamente!


É quase impossível não simpatizar por Tucker e sua inocência que trazem o tom leve que deixa o filme divertido. Atuações, histórias, personagens... Tucker e Dale tem diversos erros e clichês para falar a verdade, mas mesmo assim nada disso compromete o filme que também brinca com algumas quebras de clichês. O ponto alto do filme, que me fez gostar dele também, é o humor.
Diferente de muitos filmes que fazem junção de terror e comédia que acabam exagerando na comédia fazendo apenas outro filme pastelão, Tucker e Dale coloca o humor da forma certa e seu outro ponto alto é que em momento algum se leva realmente à sério, mas isso não faz com que o filme decaia na qualidade e sim que crie um longa que vale a pena conferir.






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domingo, 15 de março de 2015

Colheita Maldita


O universo do cinema está cheio de adaptações de livros e outras mídias, dentre os escritores escolhidos Stephen King se destaca por suas maravilhosas histórias que fazem do sobrenatural algo envolvente. Um dos diversos filmes que adaptam histórias e contos de King, foi lançado em 1984 com o mesmo nome do conto no qual teve origem. Children Of The Corn, Colheita Maldita no Brasil, foi dirigido por Fritz Kiersch e contou com um roteiro feito pelo próprio King que acabou sendo descartado. Colheita Maldita gerou seis continuações e um remake feito diretamente para a televisão.


Em Colheita Maldita, durante uma viagem o jovem casal Burt (Peter Horton) e Vicky (Linda Hamilton) presenciam um assassinato horrendo e partem para Gatlin, a cidade mais próxima, para avisar as autoridades. O local contudo parece abandonado e logo, eles são aprisionados por um sinistro menino chamado Isaac (John Franklin). O menino misteriosamente controla todas as crianças da região. Isaac conseguiu convencê-las a assassinarem todos os adultos para um ritual maldito. Os sacrifícios calham de serem necessários para adubar uma colheita sagrada abençoada por "Aquele Que Caminha Atrás das Plantações" e agora resta ao casal lutar para fugir do mesmo destino.


Foi por pura coincidência que minha avó tinha o DVD de Colheita Maldita e me deu de presente após minhas falhas tentativas de assistir o mesmo nas tardes em que eu a visitava, ainda que os efeitos sejam ruins comparados com os de atualmente e embora existam diversos furos na história, eu gostei bastante do filme.
Pelo o que já ouvi as diferenças entre filme e conto estão presentes e algumas são gritantes. Eu adoraria falar sobre cada uma delas, mas eu até hoje não li o conto que deu origem ao filme e se encontra no livro de King, Dark Shadows. O filme recebeu algumas críticas ruins, mas muitos afirmam que é um bom filme. Sei pouquíssimo sobre como foi a recepção do filme, mas até onde tudo aponta nada o impediu de ser um sucesso financeiro nas bilheterias dos Estados Unidos e muito menos de ser alvo das famigeradas sequências das quais assisti apenas uma nas madrugadas da TV aberta, no fim acabei me perguntando o que foi aquela coisa que assisti, que por fim apenas aumentou em minha mente que poucas sequências conseguem honrar os filmes originais.


Não sei ao certo o que me fez gostar de Colheita Maldita, mas ver Linda Hamilton atuando é sempre algo que faz qualquer um ficar com brilho nos olhos afinal talento igual o dela não se acha facilmente. Colheita Maldita merece sim o título de cult que recebeu aos olhos de alguns críticos e algumas pessoas, para mim ainda que não seja fiel ao conto original é um dos poucos filmes adaptados que conseguiu prender minha atenção por mais que seja um filme sobre entidade demoníaca, crianças assassinas e apenas outra adaptação de livro para o cinema.
Eu apoio e aprovo qualquer um que queira assistir esse filme assim como já deixo claro que ainda com os efeitos ruins principalmente um final que para mim foi um pouco clichê e aberto demais, não deixem de tentar apreciar o filme e ver nele uma diversão em vez de esperar sangue, sexo e todo aquele terror gráfico como todos os filmes de terror mais atuais.






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segunda-feira, 9 de março de 2015

Drácula - A História Nunca Contada

Um filme que diverte apesar de se focar demais em humanizar Drácula.



Dentre o cinema fantástico muitas criaturas já foram criadas para impressionar o público, algumas até mesmo foram tiradas de livros e contos. Dentre essas criaturas nenhuma é tão famosa e já foi vista tantas vezes nas telas tanto do cinema quanto da televisão que o famoso vampiro, Drácula. Falar dos inúmeros filmes que já foram feitos abordando o rei dos vampiros e até mesmo usando este como base para criar novos vampiros levaria bastante tempo então irei focar no mais recente filme do vampiro, dirigido por Gary Shore foi lançado em 2014 Dracula Untold, conhecido no Brasil como Drácula - A História Nunca Contada.


Em Untold, os habitantes da Transilvânia sempre foram inimigos dos turcos, com quem tiveram batalhas épicas. Para evitar que a população fosse massacrada, o rei local aceitou entregar aos turcos centenas de crianças. Entre elas estava seu próprio filho, Vlad Tepes (Luke Evans), que aprendeu com os turcos a arte de guerrear. Logo Vlad ganhou fama pela ferocidade nas batalhas e também por empalar os derrotados. De volta à Transilvânia, onde é nomeado príncipe, ele governa em paz por 10 anos. Só que o rei Mehmed (Dominic Cooper) exige que 100 crianças sejam entregues aos turcos. Vlad se recusa e, com isso, inicia uma nova guerra. Para vencê-la, ele recorre a um ser das trevas (Charles Dance) que vive na região a fim de com os poderes da criatura ser capaz de vencer a guerra e garantir paz para seu povo.


Demorei bastante para assistir Dracula Untold, pois acabei perdendo a oportunidade de assistir o mesmo no cinema devido ao pouco tempo que este ficou em cartaz na cidade onde moro somado com os péssimos horários, por fim, após ter até mesmo esquecido do filme acabei conferindo-o e tenho para dizer que Dracula Untold é para ser assistido com a mente aberta, pois, muda muita coisa que já foi vista sobre o vampiro assim pode acabar fazendo as pessoas não gostarem deste caso o levem à sério demais.
A cena inicial do filme já parece um final e isso desanima bastante, se aquela cena fosse encaixada antes do real final que é um rombo para uma continuação ai sim poderia ser considerado realmente bom. Os efeitos especiais de Untold são interessantes e não deixam a desejar sendo um dos poucos pontos positivos do filme.


Vale lembrar que o ator Sam Worthington foi cotado para viver o personagem principal antes de Luke Evans e que nessa época o longa ganharia o título Drácula: Ano Zero. Outra coisa para se pensar é que Untold é o primeiro filme solo de Drácula de grande orçamento produzido por Hollywood e lançado cinematograficamente em quase 14 anos desde o péssimo Drácula 2000.
De volta ao longa em questão, muitas coisas em Untold são desagradáveis como a falta de carisma do Vlad interpretado por Luke Evans assim como em diversos outros personagens cuja falta de carisma faz vê-los na tela algo sem importância para o espectador. Os furos na história me incomodaram bastante e claro, as mudanças que fizeram no personagem principal. No todo, é um filme que diverte apesar de se focar demais em humanizar Drácula deixando de lado suas motivações, atos que apenas são comentados no filme e sua transformação no lendário e temido vampiro. O que me leva a comentar que a origem do vampirismo de Vlad ficou incomoda e muito mal desenvolvida além de que tirou todo o peso do personagem.


Dracula Untold é o primeiro filme da nova leva de monstros que a Universal pretende lançar onde trocará grande parte do terror por ação, ao que tudo indica também serão lançados filmes da Múmia, Frankenstein e Van Helsing que podem se passar no mesmo universo, aquela coisa de universo compartilhado que a Marvel tem feito com seus filmes de heróis.
Minha opinião sobre o filme ficou tão mista quanto as criticas que o mesmo recebe afinal muitos pontos me agradaram e outros foram de total desagrado como a fraqueza por prata logo, ao meu ver, Dracula Untold faz parte da lista de filmes que somente sendo conferidos para saber se realmente vale a pena ou não.





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domingo, 1 de março de 2015

Carrie, A Estranha (2013)

A atualizada versão de um clássico transformada em um filme besta para adolescentes.



Todos conhecem Stephen King por seus maravilhosos contos que envolvem o sobrenatural, diversos contos e histórias de King já foram adaptadas para o cinema, mas até hoje nenhum teve tantas versões quanto sua maravilhosa história, Carrie, que vou morrer sem entender o motivo de no Brasil ter o subtítulo, A Estranha. A primeira adaptação cinematográfica de Carrie foi realizada por Brian De Palma em 1976, em 2002, Carrie ganhou uma nova versão dessa vez voltada para a televisão e em 2013 foi anunciada uma nova versão para Carrie contando com a atriz Chloe Grace Moretz no papel principal.
O novo Carrie teve sua data de estreia alterada e um evento de "Primeiras impressões" onde foi apresentado para algumas pessoas antes da data de lançamento. A critica recebeu o filme com opiniões mistas/médias.


Em Carrie, é apresentada a vida de Carrie White (Chloe Grace Moretz) uma adolescente excluída, tímida, problemática e atormentada pelos colegas da escola que nunca compreenderam seu estranho comportamento e sua aparência. Além de super protegida e sofrer maus tratos em casa da mãe, Margaret White (Julianne Moore) que é profundamente religiosa, e que à impede de levar uma vida normal como as outras garotas de sua idade. Mas Carrie guarda um grande segredo, quando ela está por perto, objetos voam, portas são trancadas ao sabor do nada, velas se apagam e voltam a iluminar, misteriosamente. Durante o baile de formatura todos irão temer o seu poder após uma brincadeira de mau gosto e acabam vendo seu lado demoníaco.


Quando se trata desse filme de 2013 é difícil para mim saber por onde começar a falar sobre o mesmo então acabo sempre escolhendo o mais óbvio: a história. O novo Carrie nada mais parece do que uma repaginada do filme de 76, digo repaginada por causa da inserção de elementos atuais como tecnologia, pois de resto é apenas a mesma história novamente com uma atriz diferente no papel principal. No filme de 76, a atriz Sissy Spacek interpreta uma Carrie pela qual você simpatiza e se importa. No filme para televisão de 2002, a atriz Angela Bettis interpreta uma Carrie cuja exclusão resulta em uma esquisitice amigável logo não sobra nada para ser mostrado por Chloe Moretz assim ela entrega uma interpretação de Carrie que por não mostrar nada envolvente acaba sendo desagradável.
Ao meu ver todo o peso do filme caiu nos ombros de Julianne Moore com sua interpretação de Margaret White sendo tão belíssima quanto a de Piper Laurie no filme de 76, de fato todo o filme parece arrastado quando Julianne não está em cena já que os personagens parecem serem apenas coadjuvantes na história de Carrie que domina seus poderes aos poucos durante o filme, o que leva muitos a compararem a mesma com uma dos mutantes dos filmes/quadrinhos dos X-men.


A cena do baile consegue ser uma das piores partes do filme que já não é bom, pois os efeitos durante os 100 minutos de duração são tão gritantes na tela que chegam a incomodar e nem mesmo dá para ficar feliz pela vingança da pequena X-men. O Blu-ray de Carrie apresenta um final alternativo e algumas cenas deletadas que não fazem muita diferença no produto final. Sobre esse final alternativo, ele foi apresentado quando o filme estreou no canal pago Telecine como uma cena pós-crédito, o mesmo aconteceu em algumas sessões de alguns cinemas onde o suposto final alternativo apareceu após os créditos finais.
No todo, o filme de 2013 é um remake desnecessário que deixa uma sensação desagradável naqueles que o assistem seja esperando um filme de terror ou mesmo esperando uma adaptação mais fiel ao livro, quem sabe uma homenagem ao filme de 76 do qual suga tantas coisas. Por mim todo aquele que puder passar longe de Carrie deve fazê-lo sem medo, pois aja paciência para aguentar toda a projeção de Chloe Moretz parecendo uma garota descobrindo poderes e anulando todo o peso da história.



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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Anastasia

Um grande conto de fadas dando uma percepção do que poderia ter acontecido com a pequena Grã-Duquesa.




Quando se fala no estúdio Disney a primeira coisa que vem na cabeça são as animações feitas pela mesma, todas recheadas de belas histórias e músicas contagiantes. Outros estúdios já tentaram competir com a Disney, mas nenhum deles conseguiu chegar perto de alcançar um lugar perto da sombra do estúdio ainda que atualmente isso esteja mudando aos poucos. Um dos muitos estúdios que tentou competir com a Disney foi a 20th Century Fox que no ano de 1997 lançou uma animação intitulada Anastasia que não só foi um sucesso de bilheteria como confundido por muitos, me incluo nisso, como uma animação da Disney.


Em Anastasia, é apresentada a família do Czar Russo dentre eles, a filha mais nova, Anastasia. Durante a Revolução Russa, a pequena Anastasia é a única representante da família real que escapou com vida. Porém, sua avó não sabe disso e oferece uma recompensa para quem encontrá-la. Sabendo disso, em Moscou, Dimitri e Vladimir se esforçam para encontrar uma jovem que se aparente com a princesa desaparecida, por sorte eles encontrando a própria, que não se lembra de nada sobre seu passado. Agora os dois farão de tudo para ajudá-la, já que Dimitri está apaixonado por ela.


O tom de Anastasia é levemente mais pesado do que outras animações sobre princesas, mas isso apenas torna o filme chamativo. O filme recebeu criticas posivitas mesmo com as objeções de alguns historiadores por terem mexido na história da pequena Grã-Duquesa, e sim, a animação realmente fala sobre a Grã-Duquesa Anastasia Romanov ainda que conte com diversas alterações para tornar a história mais agradável e chamativa aos olhos de crianças e jovens.
Todos os personagens principalmente o morcego albino Bartok, são cheios de carisma o que torna difícil odiá-los por completo e as músicas são excelentes, destaque para a cena onde Anya canta Once Upon a December, Foi no Mês de Dezembro no Brasil, uma das melhores canções do longa assim como a canção Journey To The Past, De volta ao Passado no Brasil, que rendeu ao filme uma indicação ao Oscar de melhor canção original. Também foram essas duas canções que tornaram o longa conhecido em parte por terem versões de Once Upon a December interpretadas pela cantora mexicana Thalia.


Devido ao sucesso do longa Anastasia, a 20th Century Fox lançou o spin-off Bartok: The Magnificent, Bartok: O Magnífico no Brasil, que foi direto para video e tinha como personagem principal o morcego albino de Rasputin em uma história que não tinha relação com Anastasia. A Fox Interactive em 1997 lançou um jogo baseado no filme intitulado Anastasia: Adventures with Pooka and Bartok.
Com certeza Anastasia é um filme que deve ser conferido pelo menos uma vez na vida, pois, foi um dos primeiros filmes animados feitos por outros estúdios que deu certo. Ainda que seja um bom filme e eu goste bastante do mesmo, Anastasia deve ser levado com cautela afinal tudo nele não passa de um grande conto de fadas dando uma percepção do que poderia ter acontecido caso a Grã-Duquesa tivesse sobrevivido.



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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A Hora do Pesadelo 3 - Os Guerreiros dos Sonhos




"O que ele quer de nós? Por que não nos deixa em paz?"


Sequências e mais sequências qual filme não sofre isso? Uma parte dois ruim, não é suficiente para fazer com que determinado filme fique esquecido e assim acaba por vir uma parte três, parte quatro e afins. Freddy Krueger, o maníaco assassino do filme A Hora do Pesadelo foi um dos que sofreu com diversas sequências. Em 1987, a porta para os pesadelos foi aberta novamente e foi lançado A Nightmare On Elm Street III - The Dream Warriors, A Hora do Pesadelo III - Os Guerreiros dos Sonhos no Brasil, dirigido por Chuck Russell e uma tentativa de superar a péssima parte dois, A Vingança de Freddy.


Em Os Guerreiros dos Sonhos, os últimos garotos da Rua Elm agora estão num hospital psiquiátrico, onde Freddy (Robert Englund) assombra seus sonhos com horrores indescritíveis. Sua única esperança é a pesquisadora do sono e igualmente sobrevivente de Freddy, Nancy Thompson (Heather Langenkamp). É ela quem vai os ajudar a lutar contra o psicopata em seu próprio território infernal.


Guerreiros dos Sonhos é tido como uma das melhores sequências de A Hora do Pesadelo, diferente do antecessor A Vingança de Freddy, Guerreiros dos Sonhos recebeu criticas mais positivas e foi melhor recebido pelo público. Wes Craven, diretor e criador do primeiro A Hora do Pesadelo, não participou do segundo filme e não queria que a série continuasse por isso voltou destinado à acabar com tudo nessa terceira parte, o que se tornou impossível devido o sucesso que o filme fez.
A droga Hypnocil e o hospital psiquiátrico Westin Hills são destaque nesse filme e ambos aparecem no cross over de 2003, Freddy vs. Jason.


Eu particularmente gosto bastante de Guerreiros dos Sonhos e o considero meu segundo favorito da franquia A Hora do Pesadelo. Essa foi uma das sequências que assisti nas madrugadas da TV aberta assim como um dos que diversas cenas me deixaram levemente incomodada. Não simpatizar pelos personagens é difícil mesmo com os furos e erros na história assim como ver Nancy enfrentando Krueger novamente é de deixar qualquer fã da franquia animado ainda que muitos, eu me incluo nisso, achem que Nancy merecia algo mais digno do que aquela luta besta com Krueger nos minutos finais do filme.


A trilha sonora me agrada bastante incluindo a cena inicial onde é tocada a música Into The Fire da banda Dokken, há também a macabra cantiga sobre Freddy cantada pelas crianças que gruda na cabeça e virou marca do filme aparecendo em quase todas as sequências.
Guerreiros dos Sonhos supera seu antecessor com maestria e talvez por isso A Vingança de Freddy tenha sido esquecido tão rápido. Mesmo que não seja fã de A Hora do Pesadelo, só a atuação da bela Patricia Arquette vale uma conferida então não é preciso ter medo de acabar perdendo tempo ao ver o nome desse filme, pode assisti-lo sem medo porque vale a pena.



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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Viagem Maldita



"O que eles querem de nós?"



Muitos filmes passam por refilmagens principalmente se fizeram sucesso como foi o caso do primeiro filme da franquia A Nightmare On Elm Street, A Hora do Pesadelo no Brasil, que ganhou sua refilmagem em 2010 ou mesmo da saga japonesa Ju-On que após sua refilmagem americana ganhou fama como O Grito enfim, o número de refilmagens tem aumentado com o tempo e poucas conseguem superar o original. Em 2006, foi lançado o filme The Hills Have Eyes, Viagem Maldita no Brasil, dirigido por Alexandre Aja e refilmagem do filme de 1977 com mesmo nome, mas conhecido no Brasil como Quadrilha de Sádicos que é tido como um dos filmes da boa época de Wes Craven (vou morrer sem entender o motivo do nome desses filmes no Brasil). 


Em Viagem Maldita, Bob Carter (Ted Levine) é um detetive durão de Cleveland. Para comemorar seu aniversário de casamento com Ethel (Kathleen Quinlan), Bob decide levar toda a família para uma viagem através da Califórnia. A viagem é também uma oportunidade de fazer com que a família novamente se reúna, porém nem todos estão contentes com a decisão. Lynn (Vinessa Shaw), a filha mais velha do casal, está preocupada com a segurança e o conforto de seu bebê, enquanto seu marido, Doug (Aaron Stanford), está mais interessado é em se aproximar do sogro. Brenda (Emilie de Ravin), a filha adolescente, não gosta de ter que deixar os amigos para fazer a viagem, com o caçula Bobby (Dan Byrd) estando mais interessado em brincar com os dois cães pastores que possui. Apesar das reclamações, todos se reúnem no trailer antigo de Bob e seguem viagem. Ao fazer desvio Bob leva a família a um trecho desolado do deserto, onde não há viva alma por milhas. O carro deles tem um problema exatamente neste local, o que faz com que não tenham como pedir ajuda. Porém uma ameaça ainda maior surge quando a família Carter percebe que está cercada por um clã sedento de sangue, que vive escondido nas colinas.


Sempre encontrei o DVD de Viagem Maldita na locadora, mas demorei um bom tempo para decidir locá-lo e conferir, na época eu não sabia nada sobre o filme, o único ator que estava nele que conhecia era Dan Byrd, pois começara a assistir a série Aliens In America ou Raja no Brasil (que diabos de nome para uma série). A primeira coisa que fiz ao colocar o DVD para reproduzir foi dar uma olhada nos extras onde havia bastidores e que ótima escolha eu fiz, pois foi o que incentivou a assistir o filme já que os efeitos eram de colocar lágrimas nos olhos de tão bem feitos.


A trilha sonora me agrada e ainda não entendo o motivo da música Leave The Broken Hearts da banda The Finalist ter sido vendida como parte da trilha sonora do filme, mas não aparecer no mesmo em momento algum. Uma das coisas que acho interessante sobre Viagem Maldita é que as imagens de pessoas e bebês deformados mostradas durante os créditos iniciais são de mutações reais ocorridas por causa da radiação de bombas nucleares em alguns lugares.
Viagem Maldita entrou fácil na minha lista de filmes favoritos e com certeza é uma das poucas boas refilmagens que existem por ai, a história difere a apresentada no filme de 77 e é justamente nisso que ele acerta, pois a pegada levemente atual é o que chama a atenção mesmo assim existem alguns furos no enredo, soluções fáceis e clichês mesmo assim isso não merece o filme. Viagem Maldita merece uma conferida, pois consegue ser um filme independente do de 77 e aquele final... Maravilhoso.



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Jessabelle - O Passado Nunca Dorme


"O que você quer de mim?"



Ah, o que seria do gênero Terror sem filmes sobre espíritos/fantasmas... Apesar de atualmente essa já ser uma temática batida, Hollywood sempre aposta nela mesmo que assim acabe lançando diversos filmes ruins, poucos bons e muitas refilmagens. Em 2014, foi lançado o filme Jessabelle, Jessabelle - O Passado Nunca Morre no Brasil, dirigido por Kevin Greutert e mais um entre tantos filmes descartáveis que falam sobre espíritos em busca de algo.


Em Jessabelle, após sofrer um acidente automobilistico, Jessie (Sarah Snook) é forçada a retornar para a casa do pai (David Andrews), onde tenta lidar com suas pernas imobilizadas devido ao acidente. Ela ainda terá de enfrentar a fúria de um espírito, chamado Jessabelle (Amber Stevens), que pode ter ligação com as circunstâncias misteriosas de seu nascimento.


Foi por não ter o que fazer que assisti Jessabelle e não gostei do filme, talvez uma segunda conferida mude minha opinião o que creio que seja difícil já que tudo no filme me desagradou. Começando pela personagem principal (?) Jessie que me parece tão sem graça que não consegui simpatizar por ela em momento algum assim como o espírito Jessabelle que com todas aquelas caretas e grunhidos só me deu vontade de deixar o filme de lado! De todos os personagens do filme, o que mais simpatizei foi Preston e cheguei a ficar com pena do personagem em determinada cena do filme afinal vá ser tão dedicado e ingênuo assim no além! Tirando que assim que Preston aparece todo o peso do desenrolar do filme ficar por conta dele.
Enquanto assistia Jessabelle lembrei bastante do filme The Skeleton Key, A Chave Mestra no Brasil, até mesmo daria detalhes sobre os motivos que me fizeram lembrar desse filme, mas assim estaria entregando parte do fraco enredo de Jessabelle que é vendido como um filme do produtor de The Purge, Uma Noite de Crime no Brasil, e Insidious, Sobrenatural no Brasil, coisa que serve apenas para chamar atenção para esse filme péssimo.


Acho interessante que eu considere o já citado The Skeleton Key um filme razoável enquanto que Jessabelle foi como um soco no estômago para mim, mesmo que ambos tenham uma pequena semelhança em suas histórias. Para mim, Jessabelle foi como ficar ansiosa por aquela refeição que parece tão bonita e apetitosa, mas quando se come o gosto é horrível.
Não vou desmerecer quem gostar desse filme afinal o que não é bom aos meus olhos, pode ser bom aos olhos de outros, mas sugiro total distância de Jessabelle cujo enredo é fraco e as soluções tão previsíveis que não existem surpresas assim como o final fácil de se prever. Havia bastante potencial na história e se fosse abordada de outra maneira tinha grandes chances de dar um bom filme, mas o resultado é tão decepcionante que deixa aquela sensação ruim de ter perdido tempo quando os créditos finais aparecem na tela depois de 90 minutos arrastados.


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domingo, 25 de janeiro de 2015

Liga da Justiça: Ponto de Ignição



"Isso é tudo culpa minha?"


The Flash é um dos personagens mais conhecidos ultimamente ainda que tenha virado queridinho de muitas pessoas após a exibição das séries animadas Liga da Justiça, (Justice League) e Liga da Justiça Sem Limites (Justice League Unlimited). Uma coisa que poucas pessoas que não acompanham quadrinhos ou pesquisam sobre o personagem sabem é que existiu mais de um homem sob o manto do Flash.
O mais conhecido é Wally West por causa das séries animadas citadas acima, mas quem tem garantido seu espaço como velocista escarlate é Barry Allen que aparecia somente nos filmes animados da Liga da Justiça, isso foi mudando aos poucos com Barry aparecendo na série animada Young Justice, Justiça Jovem no Brasil, e atualmente estrelando a série intitulada The Flash. Em 2013, foi lançada a animação Justice League: The Flashpoint Paradox, Liga da Justiça: Ponto de Ignição no Brasil, essa animação adapta os quadrinhos de nome Flashpoint, onde uma ação do Flash muda toda a linha temporal criando uma nova realidade.


Em The Flashpoint Paradox, quando menino Barry Allen teve sua vida despedaçada quando sua mãe foi vitima de um violento crime, mas agora usando sua supervelocidade, ele planeja atravessar o tempo para mudar aquele trágico dia e salvá-la. Suas intenções são boas, mas mudar o passado gera repercussões que poderiam revelar-se desastrosas, como quando um universo alternativo, totalmente fraturado, toma lugar daquele que Barry conheceu. Tropeçando em uma realidade alternativa onde até mesmo o Superman está longe de ser encontrado, Flash procura pela confiável sabedoria do Batman, apenas para encontrar um ainda mais determinado e violento Cavaleiro das Trevas.
Flash e Batman, com a ajuda do Cyborg, correm para restaurar a linha temporal original enquanto o mundo alternativo é devastado por uma feroz guerra entre as amazonas da Mulher-Maravilha e os exércitos de Atlantis, liderados por um aguerrido Aquaman.


Foi por acaso que encontrei Flashpoint Paradox na internet enquanto buscava um filme para assistir e inicialmente não tive muito interesse, mas assim que comecei a assistir só consegui me perguntar porque demorei tanto para encontrar essa animação! Eu não cheguei a ler os quadrinhos para ser capaz de dizer se existem mudanças na história, mas se elas existem creio que não chegaram a incomodar já que é difícil encontrar alguém que não tenha gostado dessa animação.
Cada momento de Flashpoint Paradox me deixou surpresa principalmente porque tenho notado um tom mais sombrio em algumas animações da DC/Warner como foi o caso da animação Batman: Under The Red Hood (Batman contra o Capuz Vermelho no Brasil).


O que mais me fez gostar dessa animação foi a mudança drástica na personalidade dos heróis da realidade distorcida e aquele Superman me pegou de surpresa, fiquei impressionada! Só tenho a dizer que a animação é maravilhosa, assisti dublado e por favor, os dubladores brasileiros fizeram um trabalho no minimo incrivel! Fã de quadrinho ou não, todo mundo deveria tirar um tempo para dar um conferida em Flashpoint Paradox.
E ao final dos 81 minutos fica aquela sensação de ter visto algo sensacional! Claro que muitos podem discordar da minha opinião, mas Flashpoint Paradox sem dúvidas não é só uma animação maravilhosa como uma das melhores da DC/Warner.


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