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segunda-feira, 9 de março de 2015

Drácula - A História Nunca Contada

Um filme que diverte apesar de se focar demais em humanizar Drácula.



Dentre o cinema fantástico muitas criaturas já foram criadas para impressionar o público, algumas até mesmo foram tiradas de livros e contos. Dentre essas criaturas nenhuma é tão famosa e já foi vista tantas vezes nas telas tanto do cinema quanto da televisão que o famoso vampiro, Drácula. Falar dos inúmeros filmes que já foram feitos abordando o rei dos vampiros e até mesmo usando este como base para criar novos vampiros levaria bastante tempo então irei focar no mais recente filme do vampiro, dirigido por Gary Shore foi lançado em 2014 Dracula Untold, conhecido no Brasil como Drácula - A História Nunca Contada.


Em Untold, os habitantes da Transilvânia sempre foram inimigos dos turcos, com quem tiveram batalhas épicas. Para evitar que a população fosse massacrada, o rei local aceitou entregar aos turcos centenas de crianças. Entre elas estava seu próprio filho, Vlad Tepes (Luke Evans), que aprendeu com os turcos a arte de guerrear. Logo Vlad ganhou fama pela ferocidade nas batalhas e também por empalar os derrotados. De volta à Transilvânia, onde é nomeado príncipe, ele governa em paz por 10 anos. Só que o rei Mehmed (Dominic Cooper) exige que 100 crianças sejam entregues aos turcos. Vlad se recusa e, com isso, inicia uma nova guerra. Para vencê-la, ele recorre a um ser das trevas (Charles Dance) que vive na região a fim de com os poderes da criatura ser capaz de vencer a guerra e garantir paz para seu povo.


Demorei bastante para assistir Dracula Untold, pois acabei perdendo a oportunidade de assistir o mesmo no cinema devido ao pouco tempo que este ficou em cartaz na cidade onde moro somado com os péssimos horários, por fim, após ter até mesmo esquecido do filme acabei conferindo-o e tenho para dizer que Dracula Untold é para ser assistido com a mente aberta, pois, muda muita coisa que já foi vista sobre o vampiro assim pode acabar fazendo as pessoas não gostarem deste caso o levem à sério demais.
A cena inicial do filme já parece um final e isso desanima bastante, se aquela cena fosse encaixada antes do real final que é um rombo para uma continuação ai sim poderia ser considerado realmente bom. Os efeitos especiais de Untold são interessantes e não deixam a desejar sendo um dos poucos pontos positivos do filme.


Vale lembrar que o ator Sam Worthington foi cotado para viver o personagem principal antes de Luke Evans e que nessa época o longa ganharia o título Drácula: Ano Zero. Outra coisa para se pensar é que Untold é o primeiro filme solo de Drácula de grande orçamento produzido por Hollywood e lançado cinematograficamente em quase 14 anos desde o péssimo Drácula 2000.
De volta ao longa em questão, muitas coisas em Untold são desagradáveis como a falta de carisma do Vlad interpretado por Luke Evans assim como em diversos outros personagens cuja falta de carisma faz vê-los na tela algo sem importância para o espectador. Os furos na história me incomodaram bastante e claro, as mudanças que fizeram no personagem principal. No todo, é um filme que diverte apesar de se focar demais em humanizar Drácula deixando de lado suas motivações, atos que apenas são comentados no filme e sua transformação no lendário e temido vampiro. O que me leva a comentar que a origem do vampirismo de Vlad ficou incomoda e muito mal desenvolvida além de que tirou todo o peso do personagem.


Dracula Untold é o primeiro filme da nova leva de monstros que a Universal pretende lançar onde trocará grande parte do terror por ação, ao que tudo indica também serão lançados filmes da Múmia, Frankenstein e Van Helsing que podem se passar no mesmo universo, aquela coisa de universo compartilhado que a Marvel tem feito com seus filmes de heróis.
Minha opinião sobre o filme ficou tão mista quanto as criticas que o mesmo recebe afinal muitos pontos me agradaram e outros foram de total desagrado como a fraqueza por prata logo, ao meu ver, Dracula Untold faz parte da lista de filmes que somente sendo conferidos para saber se realmente vale a pena ou não.





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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Anastasia

Um grande conto de fadas dando uma percepção do que poderia ter acontecido com a pequena Grã-Duquesa.




Quando se fala no estúdio Disney a primeira coisa que vem na cabeça são as animações feitas pela mesma, todas recheadas de belas histórias e músicas contagiantes. Outros estúdios já tentaram competir com a Disney, mas nenhum deles conseguiu chegar perto de alcançar um lugar perto da sombra do estúdio ainda que atualmente isso esteja mudando aos poucos. Um dos muitos estúdios que tentou competir com a Disney foi a 20th Century Fox que no ano de 1997 lançou uma animação intitulada Anastasia que não só foi um sucesso de bilheteria como confundido por muitos, me incluo nisso, como uma animação da Disney.


Em Anastasia, é apresentada a família do Czar Russo dentre eles, a filha mais nova, Anastasia. Durante a Revolução Russa, a pequena Anastasia é a única representante da família real que escapou com vida. Porém, sua avó não sabe disso e oferece uma recompensa para quem encontrá-la. Sabendo disso, em Moscou, Dimitri e Vladimir se esforçam para encontrar uma jovem que se aparente com a princesa desaparecida, por sorte eles encontrando a própria, que não se lembra de nada sobre seu passado. Agora os dois farão de tudo para ajudá-la, já que Dimitri está apaixonado por ela.


O tom de Anastasia é levemente mais pesado do que outras animações sobre princesas, mas isso apenas torna o filme chamativo. O filme recebeu criticas posivitas mesmo com as objeções de alguns historiadores por terem mexido na história da pequena Grã-Duquesa, e sim, a animação realmente fala sobre a Grã-Duquesa Anastasia Romanov ainda que conte com diversas alterações para tornar a história mais agradável e chamativa aos olhos de crianças e jovens.
Todos os personagens principalmente o morcego albino Bartok, são cheios de carisma o que torna difícil odiá-los por completo e as músicas são excelentes, destaque para a cena onde Anya canta Once Upon a December, Foi no Mês de Dezembro no Brasil, uma das melhores canções do longa assim como a canção Journey To The Past, De volta ao Passado no Brasil, que rendeu ao filme uma indicação ao Oscar de melhor canção original. Também foram essas duas canções que tornaram o longa conhecido em parte por terem versões de Once Upon a December interpretadas pela cantora mexicana Thalia.


Devido ao sucesso do longa Anastasia, a 20th Century Fox lançou o spin-off Bartok: The Magnificent, Bartok: O Magnífico no Brasil, que foi direto para video e tinha como personagem principal o morcego albino de Rasputin em uma história que não tinha relação com Anastasia. A Fox Interactive em 1997 lançou um jogo baseado no filme intitulado Anastasia: Adventures with Pooka and Bartok.
Com certeza Anastasia é um filme que deve ser conferido pelo menos uma vez na vida, pois, foi um dos primeiros filmes animados feitos por outros estúdios que deu certo. Ainda que seja um bom filme e eu goste bastante do mesmo, Anastasia deve ser levado com cautela afinal tudo nele não passa de um grande conto de fadas dando uma percepção do que poderia ter acontecido caso a Grã-Duquesa tivesse sobrevivido.



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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Batman contra o Capuz Vermelho


"Esse foi o lugar do seu primeiro fracasso, talvez o maior, mas com certeza não foi o último né?"



Batman é um dos muitos personagens de HQs que são conhecidos mesmo por quem não gosta de quadrinhos, claro muito disso vem do peso das inúmeras animações e adaptações tanto para a televisão quanto para o cinema que foram feitas sobre o Homem-Morcego. Foi assim que conhecemos muitos personagens marcantes do mundo do Homem-Morcego como o insano The Joker e sua apaixonada parceira igualmente insana Harley Quinn (conhecidos no Brasil como Coringa e Arlequina), a sensual Catwoman (Mulher-Gato), o complexado Two-Face (Duas Caras) entre tantos outros personagens, entre eles temos aqueles que ajudavam Batman como o Comissário Gordon e a própria Catwoman, mas nenhum deles foi tão importante quanto Robin, The Boy Wonder (O Menino Prodígio no Brasil).
Somente quem acompanhou os quadrinhos e algumas poucas animações sabe que mais de um garoto esteve sob a identidade de Robin, sendo um deles, o rebelde Jason Todd. A animação Batman: Under The Red Hood (Batman contra o Capuz Vermelho no Brasil) lançada em 2010, adapta os quadrinhos de mesmo nome que contam sobre o surgimento de Red Hood (Capuz Vermelho) e falam sobre o peso da morte de Jason Todd.


Em contra o Capuz Vermelho, Batman enfrenta um grande desafio quando o misterioso Capuz Vermelho surge e começa a tomar Gotham City. Parte vigilante, parte criminoso, o Capuz Vermelho inicialmente limpa as ruas da cidade com a mesma eficiência do Batman, mas sem seguir o mesmo código de ética do Cavaleiro das Trevas. Para ele, matar é sempre uma opção.
E quando o Coringa fica dividido entre os dois, a dura verdade vem à tona e velhas feridas são reabertas enquanto Batman tenta deter Capuz Vermelho que demonstra ter intenções bem mais sombrias do que usar violência para acabar com o crime em Gotham City.


Vou começar dizendo que o elenco de dubladores é fantástico tanto na versão original quanto na dublagem brasileira. Para mim, contra o Capuz Vermelho é um dos melhores longas de animação baseados no universo do Batman e qualquer fã do Morcego deve conferir porque vale a pena! Ainda que eu ache desnecessário Nightwing (Asa Noturna) estar em toda animação desse universo, mas obviamente existe motivo para isso.
Existem mudanças entre quadrinhos e animação, mas nenhuma delas chega a incomodar ou talvez eu pense assim porque tenho em mente que adaptações sejam de livros ou quadrinhos tentam ser fieis ao conteúdo original o máximo que podem, afinal não esqueçamos que existe uma vontade de ganhar dinheiro gente logo nada pode ser extremamente fiel. A trilha sonora dá o tom certo ao filme e na primeira vez que vi teve muita cena que me deixou de boca aberta, não só porque me pegou de surpresa (obviamente estou falando da cena inicial) como também pensei que jamais colocariam algo assim em uma animação logo só tenho a dizer que os produtores e outros envolvidos deram um verdadeiro show.


Sou suspeita para falar dessa animação, não porque amo animações, quadrinhos ou porque sou fã do Batman, não meus amigos, sou suspeita para falar dessa animação porque sou fã do Jason Todd e essa foi a primeira vez que Jason teve seu momento fora dos quadrinhos, isso porque em nenhuma série do Batman nem mesmo a série animada conhecida como TAS Batman, ele apareceu! O que havia em TAS era um personagem apresentando características da personalidade dele!
Logo junte a primeira vez que dão atenção à um personagem que sou fã e claro, dê à ele a voz de um dos atores que mais admiro atualmente, Jensen Ackles (conhecido como Dean Winchester de Supernatural). É, minha visão sobre a animação vai parecer imparcial, eu sei. Mas como gosto não só de dar minha opinião como saber a opinião alheia quando assisti contra o Capuz Vermelho, estava com um conhecido meu que também gosta de quadrinhos, animações e Batman (mas odeia o Jason Todd) e esse conhecido aprovou a animação dizendo que o tom das animações da DC/Warner são impressionantes assim como ele gostou da história.


Como sei que fãs de quadrinhos são enjoados muitos vão implicar com as modificações que citei acima entre a animação e os quadrinhos, mas não deixe isso te afastar dessa animação. Os 75 minutos contam bem a história, mas podem parecer curtos assim como podem dar a impressão de que a animação é bem maior do que parece.
Eu posso ficar falando e falando sobre motivos que fazem contra o Capuz Vermelho ser uma boa animação e motivos que fazem ser uma animação ruim, mas estou querendo apenas recomendar algo que me fez ficar emocionada enquanto assistia, não que isso seja difícil, mas é preciso admitir que para se emocionar com uma história que envolva o Batman essa história precisa ser realmente boa ou podemos acabar com várias risadas de vergonha alheia, indignação e bat-mamilos.

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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Viagem Fantástica


O que você faria se pudesse tornar um conto escrito por ti em realidade?



Essa premissa básica de histórias se tornando realidade já foi explorada em muitos filmes. Um dos diversos exemplares dessa premissa é o filme holandês de 2005, De Griezelbus, Viagem Fantástica no Brasil. Baseado na série de livros com mesmo nome escritos pelo holandês Paul van Loon, o filme recebeu um prêmio de Cinema de Ouro por ter sido visto por mais de 100.000 pessoas.


Em Viagem Fantástica vemos a história de Onnoval (Serge Price), um garoto de 11 anos que almeja ser escritor um dia e demonstra talento para tal, mas por seus hábitos tidos como estranhos e por não se sentir à vontade com seus colegas de classe vive sendo vítima de insultos e humilhações por parte de seus colegas principalmente o valentão Gino (Jim van der Panne) que assim como Onnoval é apaixonado por Liselore (Lisa Smit), uma de suas colegas de classe.
Para Onnoval que carrega um segredo que considera sombrio escrever é sua única rota de fuga, mas após um acordo perigoso com um ser chamado Ferluci, uma simples excursão escolar pode tomar os caminhos vingativos escritos pelo garoto logo Onnoval tem apenas uma saida: obter sua história das mãos de Ferluci e reescrevê-la.


Como Viagem Fantástica é um filme voltado para o público infantil não espere sangue e cenas de dar medo ou mesmo maquiagens assustadoras apesar de seus belos e fantasiosos personagens sobrenaturais principalmente o ser denominado Ferluci (até hoje acho esse anagrama uma bela jogada), que faz Onnoval ser capaz de vingar-se de seus malfeitores. Muitos personagens tem seus momentos de carisma e outros em que você deseja que eles acabem se dando mal de alguma forma assim como muitas partes da história parecem soltas no meio dos 96 minutos de duração.
Queria ser capaz de fazer comparações entre o livro e o filme, mas como nunca li sinto que seria uma completa falta de senso de minha parte fazer tal coisa. Admito que fiquei bastante curiosa com o livro após assistir o filme, mas não o achei em lugar algum da internet, o que é uma verdadeira pena, pois acredito que seria uma boa e divertida leitura assim como os livros Goosebumps dos quais lembrei bastante enquanto assistia esse filme.


Algumas cenas são interessantes de se ver e algumas são capazes de te fazer pensar porque diabos está assistindo esse filme, devo ressaltar que alguns cenários mirabolantes dão o toque certo ao tom do filme, me pergunto porque jamais vi Viagem Fantástica sendo exibido em um canal aberto ou mesmo encontrei na locadora. A única vez em que o assisti foi em um canal da TV por assinatura que o exibiu no máximo duas vezes com um grande abismo de tempo entre essas poucas exibições! Chega a ser triste, pois esse é um dos muitos filmes capazes de gerar uma boa diversão que acabam sendo esquecidos no meio de tanta bagaceira atual.


Para quem assistir levando muito a sério será um filme cansativo, bobo e sem qualquer graça por isso aconselho assistir procurando uma diversão para a tarde em família como se fazia com os filmes exibidos durante as tardes nos canais abertos. Com certeza vale a pena dar uma conferida em Viagem Fantástica nem que seja para detestar o filme por completo ou quem sabe acabar procurando por Ferluci depois para se vingar de alguns camaradas mesquinhos e chatos.



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