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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Anastasia

Um grande conto de fadas dando uma percepção do que poderia ter acontecido com a pequena Grã-Duquesa.




Quando se fala no estúdio Disney a primeira coisa que vem na cabeça são as animações feitas pela mesma, todas recheadas de belas histórias e músicas contagiantes. Outros estúdios já tentaram competir com a Disney, mas nenhum deles conseguiu chegar perto de alcançar um lugar perto da sombra do estúdio ainda que atualmente isso esteja mudando aos poucos. Um dos muitos estúdios que tentou competir com a Disney foi a 20th Century Fox que no ano de 1997 lançou uma animação intitulada Anastasia que não só foi um sucesso de bilheteria como confundido por muitos, me incluo nisso, como uma animação da Disney.


Em Anastasia, é apresentada a família do Czar Russo dentre eles, a filha mais nova, Anastasia. Durante a Revolução Russa, a pequena Anastasia é a única representante da família real que escapou com vida. Porém, sua avó não sabe disso e oferece uma recompensa para quem encontrá-la. Sabendo disso, em Moscou, Dimitri e Vladimir se esforçam para encontrar uma jovem que se aparente com a princesa desaparecida, por sorte eles encontrando a própria, que não se lembra de nada sobre seu passado. Agora os dois farão de tudo para ajudá-la, já que Dimitri está apaixonado por ela.


O tom de Anastasia é levemente mais pesado do que outras animações sobre princesas, mas isso apenas torna o filme chamativo. O filme recebeu criticas posivitas mesmo com as objeções de alguns historiadores por terem mexido na história da pequena Grã-Duquesa, e sim, a animação realmente fala sobre a Grã-Duquesa Anastasia Romanov ainda que conte com diversas alterações para tornar a história mais agradável e chamativa aos olhos de crianças e jovens.
Todos os personagens principalmente o morcego albino Bartok, são cheios de carisma o que torna difícil odiá-los por completo e as músicas são excelentes, destaque para a cena onde Anya canta Once Upon a December, Foi no Mês de Dezembro no Brasil, uma das melhores canções do longa assim como a canção Journey To The Past, De volta ao Passado no Brasil, que rendeu ao filme uma indicação ao Oscar de melhor canção original. Também foram essas duas canções que tornaram o longa conhecido em parte por terem versões de Once Upon a December interpretadas pela cantora mexicana Thalia.


Devido ao sucesso do longa Anastasia, a 20th Century Fox lançou o spin-off Bartok: The Magnificent, Bartok: O Magnífico no Brasil, que foi direto para video e tinha como personagem principal o morcego albino de Rasputin em uma história que não tinha relação com Anastasia. A Fox Interactive em 1997 lançou um jogo baseado no filme intitulado Anastasia: Adventures with Pooka and Bartok.
Com certeza Anastasia é um filme que deve ser conferido pelo menos uma vez na vida, pois, foi um dos primeiros filmes animados feitos por outros estúdios que deu certo. Ainda que seja um bom filme e eu goste bastante do mesmo, Anastasia deve ser levado com cautela afinal tudo nele não passa de um grande conto de fadas dando uma percepção do que poderia ter acontecido caso a Grã-Duquesa tivesse sobrevivido.



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domingo, 25 de janeiro de 2015

Liga da Justiça: Ponto de Ignição



"Isso é tudo culpa minha?"


The Flash é um dos personagens mais conhecidos ultimamente ainda que tenha virado queridinho de muitas pessoas após a exibição das séries animadas Liga da Justiça, (Justice League) e Liga da Justiça Sem Limites (Justice League Unlimited). Uma coisa que poucas pessoas que não acompanham quadrinhos ou pesquisam sobre o personagem sabem é que existiu mais de um homem sob o manto do Flash.
O mais conhecido é Wally West por causa das séries animadas citadas acima, mas quem tem garantido seu espaço como velocista escarlate é Barry Allen que aparecia somente nos filmes animados da Liga da Justiça, isso foi mudando aos poucos com Barry aparecendo na série animada Young Justice, Justiça Jovem no Brasil, e atualmente estrelando a série intitulada The Flash. Em 2013, foi lançada a animação Justice League: The Flashpoint Paradox, Liga da Justiça: Ponto de Ignição no Brasil, essa animação adapta os quadrinhos de nome Flashpoint, onde uma ação do Flash muda toda a linha temporal criando uma nova realidade.


Em The Flashpoint Paradox, quando menino Barry Allen teve sua vida despedaçada quando sua mãe foi vitima de um violento crime, mas agora usando sua supervelocidade, ele planeja atravessar o tempo para mudar aquele trágico dia e salvá-la. Suas intenções são boas, mas mudar o passado gera repercussões que poderiam revelar-se desastrosas, como quando um universo alternativo, totalmente fraturado, toma lugar daquele que Barry conheceu. Tropeçando em uma realidade alternativa onde até mesmo o Superman está longe de ser encontrado, Flash procura pela confiável sabedoria do Batman, apenas para encontrar um ainda mais determinado e violento Cavaleiro das Trevas.
Flash e Batman, com a ajuda do Cyborg, correm para restaurar a linha temporal original enquanto o mundo alternativo é devastado por uma feroz guerra entre as amazonas da Mulher-Maravilha e os exércitos de Atlantis, liderados por um aguerrido Aquaman.


Foi por acaso que encontrei Flashpoint Paradox na internet enquanto buscava um filme para assistir e inicialmente não tive muito interesse, mas assim que comecei a assistir só consegui me perguntar porque demorei tanto para encontrar essa animação! Eu não cheguei a ler os quadrinhos para ser capaz de dizer se existem mudanças na história, mas se elas existem creio que não chegaram a incomodar já que é difícil encontrar alguém que não tenha gostado dessa animação.
Cada momento de Flashpoint Paradox me deixou surpresa principalmente porque tenho notado um tom mais sombrio em algumas animações da DC/Warner como foi o caso da animação Batman: Under The Red Hood (Batman contra o Capuz Vermelho no Brasil).


O que mais me fez gostar dessa animação foi a mudança drástica na personalidade dos heróis da realidade distorcida e aquele Superman me pegou de surpresa, fiquei impressionada! Só tenho a dizer que a animação é maravilhosa, assisti dublado e por favor, os dubladores brasileiros fizeram um trabalho no minimo incrivel! Fã de quadrinho ou não, todo mundo deveria tirar um tempo para dar um conferida em Flashpoint Paradox.
E ao final dos 81 minutos fica aquela sensação de ter visto algo sensacional! Claro que muitos podem discordar da minha opinião, mas Flashpoint Paradox sem dúvidas não é só uma animação maravilhosa como uma das melhores da DC/Warner.


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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Batman contra o Capuz Vermelho


"Esse foi o lugar do seu primeiro fracasso, talvez o maior, mas com certeza não foi o último né?"



Batman é um dos muitos personagens de HQs que são conhecidos mesmo por quem não gosta de quadrinhos, claro muito disso vem do peso das inúmeras animações e adaptações tanto para a televisão quanto para o cinema que foram feitas sobre o Homem-Morcego. Foi assim que conhecemos muitos personagens marcantes do mundo do Homem-Morcego como o insano The Joker e sua apaixonada parceira igualmente insana Harley Quinn (conhecidos no Brasil como Coringa e Arlequina), a sensual Catwoman (Mulher-Gato), o complexado Two-Face (Duas Caras) entre tantos outros personagens, entre eles temos aqueles que ajudavam Batman como o Comissário Gordon e a própria Catwoman, mas nenhum deles foi tão importante quanto Robin, The Boy Wonder (O Menino Prodígio no Brasil).
Somente quem acompanhou os quadrinhos e algumas poucas animações sabe que mais de um garoto esteve sob a identidade de Robin, sendo um deles, o rebelde Jason Todd. A animação Batman: Under The Red Hood (Batman contra o Capuz Vermelho no Brasil) lançada em 2010, adapta os quadrinhos de mesmo nome que contam sobre o surgimento de Red Hood (Capuz Vermelho) e falam sobre o peso da morte de Jason Todd.


Em contra o Capuz Vermelho, Batman enfrenta um grande desafio quando o misterioso Capuz Vermelho surge e começa a tomar Gotham City. Parte vigilante, parte criminoso, o Capuz Vermelho inicialmente limpa as ruas da cidade com a mesma eficiência do Batman, mas sem seguir o mesmo código de ética do Cavaleiro das Trevas. Para ele, matar é sempre uma opção.
E quando o Coringa fica dividido entre os dois, a dura verdade vem à tona e velhas feridas são reabertas enquanto Batman tenta deter Capuz Vermelho que demonstra ter intenções bem mais sombrias do que usar violência para acabar com o crime em Gotham City.


Vou começar dizendo que o elenco de dubladores é fantástico tanto na versão original quanto na dublagem brasileira. Para mim, contra o Capuz Vermelho é um dos melhores longas de animação baseados no universo do Batman e qualquer fã do Morcego deve conferir porque vale a pena! Ainda que eu ache desnecessário Nightwing (Asa Noturna) estar em toda animação desse universo, mas obviamente existe motivo para isso.
Existem mudanças entre quadrinhos e animação, mas nenhuma delas chega a incomodar ou talvez eu pense assim porque tenho em mente que adaptações sejam de livros ou quadrinhos tentam ser fieis ao conteúdo original o máximo que podem, afinal não esqueçamos que existe uma vontade de ganhar dinheiro gente logo nada pode ser extremamente fiel. A trilha sonora dá o tom certo ao filme e na primeira vez que vi teve muita cena que me deixou de boca aberta, não só porque me pegou de surpresa (obviamente estou falando da cena inicial) como também pensei que jamais colocariam algo assim em uma animação logo só tenho a dizer que os produtores e outros envolvidos deram um verdadeiro show.


Sou suspeita para falar dessa animação, não porque amo animações, quadrinhos ou porque sou fã do Batman, não meus amigos, sou suspeita para falar dessa animação porque sou fã do Jason Todd e essa foi a primeira vez que Jason teve seu momento fora dos quadrinhos, isso porque em nenhuma série do Batman nem mesmo a série animada conhecida como TAS Batman, ele apareceu! O que havia em TAS era um personagem apresentando características da personalidade dele!
Logo junte a primeira vez que dão atenção à um personagem que sou fã e claro, dê à ele a voz de um dos atores que mais admiro atualmente, Jensen Ackles (conhecido como Dean Winchester de Supernatural). É, minha visão sobre a animação vai parecer imparcial, eu sei. Mas como gosto não só de dar minha opinião como saber a opinião alheia quando assisti contra o Capuz Vermelho, estava com um conhecido meu que também gosta de quadrinhos, animações e Batman (mas odeia o Jason Todd) e esse conhecido aprovou a animação dizendo que o tom das animações da DC/Warner são impressionantes assim como ele gostou da história.


Como sei que fãs de quadrinhos são enjoados muitos vão implicar com as modificações que citei acima entre a animação e os quadrinhos, mas não deixe isso te afastar dessa animação. Os 75 minutos contam bem a história, mas podem parecer curtos assim como podem dar a impressão de que a animação é bem maior do que parece.
Eu posso ficar falando e falando sobre motivos que fazem contra o Capuz Vermelho ser uma boa animação e motivos que fazem ser uma animação ruim, mas estou querendo apenas recomendar algo que me fez ficar emocionada enquanto assistia, não que isso seja difícil, mas é preciso admitir que para se emocionar com uma história que envolva o Batman essa história precisa ser realmente boa ou podemos acabar com várias risadas de vergonha alheia, indignação e bat-mamilos.

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